Você já viu um átomo ou um elétron, assim cara a cara, ao vivo?
E o planeta Marte, você já visitou, esteve lá, deu umas bandas no planeta vermelho?
E Deus? Independente da sua religião, quantas vezes você realmente encontrou Deus, de verdade mesmo, ali na sua frente, se manifestando?
É bem provável, com quase 100% de acerto, que a resposta seja a mesma: nunca.
O mais incrível, é que a maioria das pessoas, a maioria quase que absoluta, acredita que Marte, Deus, os átomos e os elétrons – mesmo sem nunca ter vivenciado nenhum deles – simplesmente existam. Acreditam piamente na sua existência.
E porque, é tão difícil, acreditarem que existe o Amor? Acreditam em elétrons, átomos, Deus e Marte, mas não no amor verdadeiro entre duas pessoas. Para muitos hoje em dia o Amor é como aquela história de acordar numa banheira de gelo sem um rim, apenas uma lenda urbana.
Aliás, parece que está na moda desacreditar o Amor.
Tem até quem faça campanha contra o Amor, e diariamente convença os outros que ele não existe, é fraqueza, perda de tempo. Acha esse papo de Amor verdadeiro uma grande pieguice atrasada, coisa de quem não tem mais o que fazer.
Muitos, inclusive, concordam que é uma bobagem ridícula essa história de amar uma pessoa. Imagine. Mas é perfeitamente normal amar um time, amar uma banda, amar um trabalho.
Bom, desculpe decepcionar todos vocês, respeito todos, mas o Amor (sim, com A maiúsculo) existe. E para mim é tão verdadeiro como a roupa que eu visto. Tão real e presente como o ar.
Para mim, o Amor é tão verdadeiro, permanente, visível, claro, importante, envolvente, necessário, confortante e real, que até nome tem. Se chama Milena. Para mim, amor se chama Milena. Tem nome mais gostoso e perfeito para substituir a palavra Amor? Não senhor, não tem. Quando eu falo Milena, quando eu penso Milena, eu sinto o Amor como ele é e deve ser.
Eu acredito que um Deus, os átomos, elétrons, e o planeta Marte existam. Mas acredito mais no meu Amor. Porque para provar a existência dele, não preciso de microscópios, telescópios, teorias, filosofias, pesquisas.
Para saber que o meu Amor existe, eu só preciso de uma coisa, de você, Milena.
Você apareceu e pronto, o Amor existe. Simples assim.
E hoje fazem 2 anos e 4 meses que eu fiz essa descoberta.
Te amo muito meu Amor, sempre e cada dia mais.
O aniversário de uma descoberta.
2 comentáriosDemais!
2 comentáriosDesde que a gente é criança, o mundo insiste em nos ensinar a não fazer nada em excesso. Não durma demais, não corra demais, não fale demais, não ria demais, e por aí vai. A gente vai crescendo com uma afiada tesoura na mão, e aprendendo a usá-la em nós mesmos. Se você comer demais acaba engordando, se criticar demais vai se passar por chato, se falar demais pode ganhar fama de que fala muito e faz pouco. Assim, o time dos vigilantes do excesso tem sempre um exagero alheio para podar. E os podados vão se acostumando com as tesouradas. Eu até já estava encarando normalmente tudo isso.
Até o dia que você apareceu e me fez sentir algo que eu jamais aceitaria cortar um milímetro: você me fez amar demais. Aí larguei a tesoura e em vez de podar, o que eu queria mesmo era deixar essa vontade crescer, florescer e engrandecer cada vez mais. A vontade de beijar demais, fazer carinho demais, abraçar demais e agarrar demais fez a turma da tesoura entrar
Bom, para a patrulha dos excessos eu digo. Te amar, te dar carinho e te fazer feliz, Milena, nunca vai ser demais. Vai ser sempre pouco, perto do tanto que eu quero para a gente.
Filmando Cabral Produções orgulhosamente apresenta...
5 comentáriosUma idéia que saiu do bloquinho:
Série Objetos - COMING SOON
0 comentáriosMês passado (ou seria retrasado?) convidei alguns amigos para
cada um indicar um objeto que seria tema de um post.
Eles indicaram e eu nunca fiz os posts. Desculpem, mas vou me retratar.
Amanhã a série começa, por ordem de chegada dos objetos:
Ave, Chester!
3 comentáriosNo ano 2000, quando estava elaborando minha monografia sobre o perfil do profissional de criação, enviei um questionário para alguns publicitários que admirava. Entre eles, para o Ricardo Chester, hoje Sócio e diretor de criação da Babel, que na época era redator da Loducca.
O cara já era muito premiado e reconhecido, e mesmo assim respondeu na manhã do dia seguinte, com muita propriedade e boa vontade. É um texto que sempre gosto de reler e repassar aos amigos. Segue abaixo as respostas do Chester, uma aula para quem está começando em publicidade: começando a trabalhar, começando a se acomodar ou mesmo, começando um novo job daqui a pouco.
From: "Chester"
To: “Fernando Cabral”
Subject: Do Ricardo Chester da Loducca
Date: 10 de ago de 2000 de 10:51
1- O que não pode faltar num bom profissional de criação?
Muita coisa. Vou puxar algumas de memória. Curiosidade é uma delas. Se o cara não for curioso o suficiente, provavelmente não fará trabalhos curiosos. E corre o risco de cair na mesmice. Curiosidade entenda-se pesquisar trabalhos de outras agências, novas técnicas de cinema e linguagem fotográfica, novas formas de abordagem. E fora do trabalho, curiosidade para ler e ver o que o povo está comprando, está consumindo, está ouvindo, lendo ou criticando. Tem que ver bastante TV, tem que escutar rádio popular, tem que ir ao estádio de futebol, tem que ver vitrine. Enfim, na medida do possível, tem que ser uma espécie de antena parabólica, ficar rastreando o que está rolando para não ser engolido pelas tendências.
Outra coisa que não pode faltar é ética. Ou seja: respeito aos trabalhos já criados, respeito aos colegas das outras agências, e respeito ao cliente, razão de todo o nosso negócio. Modéstia também não faz falta a ninguém. Muito melhor um publicitário conhecido pelo seu trabalho do que por qualquer outra coisa.
Outro fator indispensável ao profissional de criação é responsabilidade. Importante entender que criação não é uma atividade artística. Criação é parte fundamental de um negócio, o negócio da propaganda, que dá emprego a milhões de pessoas não só nas agencias, mas em fornecedores, emissoras de TV, jornais e também, porque não, nos departamentos de marketing e nas fábricas dos clientes. Responsabilidade entenda-se por enquadrar o melhor trabalho criativo possível dentro daquilo que seu ciente precisa. Nada de viajar. Até porque quem ganha a vida com viagens é caminhoneiro.
2- O que deve faltar num bom profissional da criação?
Soberba. Isso mata qualquer cara em criação. Se o cara achar que já é o tal, tá afundado. Ainda mais agora que a propaganda brasileira vive o sue melhor momento em reconhecimento criativo. Ninguém pode achar que é “o sabe tudo”. Temos milhares de novos publicitários sendo colocados nas agencias todos os anos, vindo de faculdades e até mesmo de outras profissões. Se você se achar o tal, pode cair no ridículo.
Outra coisa que deve faltar ao profissional de criação, certamente, é a inveja. Propaganda, com a graça de Deus, é uma profissão que te dá chances diárias de você mudar sua vida. De você mudar a vida de um produto, ou até mesmo de uma agência. Assim, se por acaso, algum colega seu de outra agência criou a campanha da Brastemp, por exemplo, não há porque você ter inveja ou ressentimento disso. Há um trabalho na sua frente a ser feito, e ele pode ser o novo case do mercado. Depende de você.
3- Uma palavra que defina um ótimo profissional de criação.
Surpreendente.
4- Qual a função da pessoa de criação?
A função do profissional de criação é transformar um problema
de mercado do cliente em algo que jamais lembre isso.
5- A Internet mudou a forma de fazer publicidade? Como?
Ainda não. Claro que ela criou a categoria da publicidade na Internet. Tem aquela propaganda dita interativa em que os finais dos comerciais podem ser escolhidos na Internet. A Nike fez isso nos Estados Unidos ano passado com algum sucesso. Mas eles não são propriamente uma invenção. Você pode fazer isso escolhendo os finais dos comerciais pelo telefone, ou pelas cartas, por exemplo.
O “Você Decide” da Globo, há anos vem fazendo com que você resolva o final pelo dedo do telespectador. Agora, os sites e provedores de todo o mundo ainda se utilizam a da mídia dita convencional para anunciar suas novidades e diferenciais. Eu diria que a Internet não mudou a forma de fazer propaganda. Mas hoje a Internet é um dos maiores anunciantes do nosso mercado, felizmente.
6-O que você fez (profissionalmente) que repetiria ou faria mais? E o que não teria feito?
O que eu repetiria: começaria de baixo, bem de baixo mesmo, como eu comecei. Fazendo texto de folheto para agrotóxico, para marca de arame farpado. Isso me deu muita dor de cabeça no inicio, mas me ajudou a montar uma boa base para seguir em frente.
Hoje é muito comum carinhas com um ano de propaganda ganhando salários maiores que o de seus pais, achando que são donos do mundo e que tudo que fazem é genial. Uma pena. Porque a base de uma propaganda construída mais no raciocínio e menos nos anúncios fáceis faz muita falta lá na frente. Explico. No começo de carreira ninguém vai dar para você a campanha da maior conta da agencia. Normalmente, os estagiários e os redatores juniores pegam anúncios onde você pode soltar mais a mão. É nesses anúncios que muitos jovens publicitários ganham seus prêmios, muito cedo.
E aí é que mora o perigo. Porque depois, quando chega um folheto para o cara fazer, o cara se vira e fala: hei, mas eu ganhei aquele prêmio, não posso mais fazer folheto. Ter cuidado nos primeiros passos na carreira é a grande chave. Pena que ocorre na fase mais complicada, quando a gente acha que é dono do mundo, e pode tudo.
O que eu não teria feito: fiz muita coisa que não teria feito. Mas são coisas pessoais, que ninguém iria entender aqui nesta entrevista.
7- Quais os conhecimentos específicos que deve ter o profissional de criação?
Vou falar como redator. Honestamente, não acho que o profissional desta área tenha que ter conhecimentos específicos. Claro que uma relação digamos saudável com o idioma português é recomendável. Assim como interesse pelo que a propaganda criativa produz de melhor no Brasil e no mundo. Precisa ter o mínimo de conhecimento da historia da propaganda brasileira e internacional para não correr o risco de criar comerciais que já foram publicados.
A colecao do anuário do Clube de Criação de São Paulo é o melhor registro da propaganda brasileira desde 1975, e está a venda (http://www.ccsp.com.br/). Há também as publicações estrangeiras. Felizmente, a Internet deixou as portas mais abertas e mais baratas para quem tem curiosidade. Clique nos sites dos principais prêmios de propaganda mundial e também você vai poder encontrar coisas legais. Na propaganda americana, uma das melhores do mundo, você pode consultar o http://www.adcritic.com/. Um site com as melhores produções do mercado dos EUA. E também dar uma folheada numas revistas importadas, hoje temos todas nas nossas bancas. Tem sempre anúncios novos e abordagens interessantes. Prefira as inglesas.
8- Qual o conselho você dá para quem está interessado em trabalhar com criação publicitária?
Para os redatores. Não tem muito mistério. Decore todos os anuários do Clube de Criação de São Paulo. Saiba como são os títulos e os textos de Nizan Guanaes, Celso Loducca, Eugênio Mohallem, Carlos Domingos, Washington Olivetto, para citar apenas alguns dos mais brilhantes. Depois disso, tente consultar livros do One Show, AD de NY, D&A de Londres, Epica Book e Revista Archive. Tem coisas maravilhosas ali. Se você não puder comprar, acesse os sites, se vire. Depois, pegue seu computador e saia criando. OK, em cima do quê? Em cima, por exemplo, dos anúncios que saem todas as semanas nas nossas revistas. Pegue um anúncio da Volkswagen, por exemplo: troque os títulos.
Faça 50, 80, 100 opções para cada anúncio. E vá eliminando, até chegar em digamos, 3 dos que você gosta mais. A referência, infelizmente, é a sua própria sensibilidade. Eu digo infelizmente porque na fase de início tudo que a gente ainda não consegue saber é se tem a tal da sensibilidade para escolher entre um e outro anúncio. Mas, acredito, no fundo, no fundo, que cada um sabe exatamente o que é melhor. Quando você tiver uns 20 anúncios criados e aprovados pelo seu controle de qualidade, passo número dois: procure os redatores das agências. Pode ligar direto, se não tiver outro jeito. Se você conseguir marcar uma entrevista, não esqueça de levar seu portfolio e de deixar a petulância em casa. Aí começa sua via crucis.
Uma coisa que pode ajudar muito é dar uma lida no Manual do Estagiário do Eugênio Mohallem. Está no site http://www.ccsp.com.br/ . É de longe a bem mais cuidada obra de aconselhamento para jovens publicitários desamparados. Depois disso, você vai rodar por umas 30 agências, na média. É isso mesmo. Até que um dia, alguém acredita que você pode ser mais um da turma e te dá um estágio.A partir disso é com você. É nesse dia que tiram as rodinhas da sua bicicleta. Os tombos e os buracos são todos por sua conta.
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